Entrevista: Malkuth - Black Metal - Recife/Pernambuco

Entrevista: ALINE PAVANRespostas: SIR ASHTAROTH (VOCAL/GUITARRA)Fotos: BANDA/DIVULGAÇÃO

 Quando falamos de Black Metal brasileiro muitas bandas clássicas vem a nossa cabeça, e uma dessas é com certeza o Malkuth, que com uma carreira de mais de 20 anos e inúmeros materiais lançados conquistam esse posto de clássica e com muito merecimento. Hoje conversamos com Sir Astaroth (vocalista, guitarrista e um dos fundadores da banda) para saber um pouco da história do grupo, formações, projetos atuais e futuros do Malkuth. Confira:
Metal Malleus: Primeiramente fale um pouco do início do Malkuth. Conte-nos com um breve resumo como se iniciou até a formação que temos hoje:
R.: Saudações, nobres guerreiros das trevas! Começamos as atividades entre os anos de 1993 e 1994 como quarteto e no decorrer dos anos sofremos várias mudanças em nossa line up, realizamos diversos shows em nosso estado e em alguns nas regiões nordeste e sudeste. Possuímos além de demo tapes, EP’s e participações em diversas coletâneas, 6 álbuns oficiais lançados durante a nossa carreira.

Metal Malleus: A banda tem uma discografia invejável e nos últimos anos relançou alguns materiais bacanas. Fale um pouco desses relançamentos. A ideia partiu do público ou a banda que quis recolocar esses materiais no mercado?

R.: Agradecemos o comentário a respeito da nossa discografia! Entre 2012 e 2016 alguns selos do sudeste relançaram com novas capas e músicas remasterizadas a nossa DT (1995) junto ao nosso EP (1997) em formato CD, além do nosso debut CD “The Dance of the Satan’s Bitch” e do nosso segundo álbum “Extreme Bizarre Seduction”. Como estes títulos se tornaram difíceis de encontrar no mercado underground (itens fora de catálogo) decidimos relançá-los junto aos selos e também para brindarmos com o nosso público os anos de batalha da banda.
Metal Malleus: E como foi a repercussão da mídia e do público para com esses lançamentos?

R.: A melhor possível! Principalmente por conta da nova “roupagem” dos relançamentos quanto às artes e melhor sonoridade e qualidade das músicas por conta das remasterizações, pois na época os álbuns foram gravados no formato analógico e com limitação no número de canais.

Metal Malleus: Como foi o ano de 2016 em relação a shows? Podemos dizer que foi positivo?

R.: Sim, com certeza! Tivemos uma média de um show por mês ao decorrer do ano de 2016.

Metal Malleus: E na hora de compor, como é feito esse processo? E quais são as influências do Malkuth?

R.: Sempre compomos os fragmentos das bases e riffs primeiro e nos reunimos para executarmos em estúdio, encaixando as linhas de bateria. Depois, encaixamos as letras compostas. Todos compomos, participamos e colaboramos juntos durante todo o processo. Apesar de sempre enxergar o Malkuth como uma banda com uma sonoridade própria, é inevitável notar inspirações do Black Metal das escolas gregas, alemãs e nórdicas em nossas músicas.


Metal Malleus: Em todo esse tempo o grupo chegou a ir para a Europa? Se não, está nos planos da banda?

R.: Infelizmente, ainda não. Para isto, requer toda uma excelência em termos de planejamento e logística para que tudo dê certo, pois todos os membros possuem seus respectivos empregos e responsabilidades familiares. Mas, é algo que, mais cedo ou mais tarde, possivelmente deverá se concretizar.

Metal Malleus: Sabemos que as mudanças de formação são uma “faca de dois gumes”, ou seja, pode ser benéfico ou extremamente maléfico à banda. No caso do Malkuth, houve muitas mudanças, sendo que a banda nunca lançou um álbum com a mesma formação (me corrija se eu estive errado). Isso, na maioria das vezes, foi benéfico para a banda ou atrapalhou muito os planos do grupo?

R.: É verdade. A vantagem das mudanças no line up da banda me fez, como mentor da banda, foi a de aprender bastante com a experiência e estilos de composições das músicas com os membros que entraram e saíram. Por outro lado, foi negativo por que sempre atrasou os lançamentos entre um álbum e o posterior. Mas, acabei me acostumando com isto. Lidar com humanos é extremamente difícil (risos), mas aprendi a ser “paciente”.
Metal Malleus: Fugindo um pouco das questões internas da banda, como você vê a cena Black Metal e Metal Extremo em geral hoje no cenário nacional? Tem alguma banda que você vê em grande crescente? Ou que a mídia especializada deveria dar mais atenção?

R.: Vejo a nossa cena como rica em bandas poderosas de Black Metal. A nossa cena não fica para trás de nenhuma lá fora. É natural que se tornem notórias com o tempo, com os seus ótimos lançamentos e apresentações ao vivo. Gosto muito do Mystifier, do Simphony Draconis e de muitas outras bandas extraordinárias da nossa cena.

Metal Malleus: Vivemos hoje em um momento de extrema crise ideológica no país, principalmente no Metal, onde vemos muitas pessoas se distanciarem uma das outras, devido à esquerda e direita na política brasileira. Temos um país que vem sendo gerido por bandidos e por uma bancada evangélica extremamente radical. Qual a sua opinião sobre isso?

R.: Particularmente, repudio “política” dentro do Black Metal e, principalmente, religiosos partidários do cristianismo porco no nosso meio underground. Bomba Napalm neles (risos).

Metal Malleus: Voltando a falar sobre a banda. Recentemente o Malkuth de apresentou no “Insana Harmonia Grava” e fez “um show” impecável com a formação mais recente. Você acha que essa é a formação mais afinada da banda desde seu início?

R.: Obrigado mais uma vez pelo comentário! Nós tivemos, ao longo de todos estes anos, diversas formações bem afinadas a meu ver. Estamos sempre tentando evoluir.
Metal Malleus: A banda firmou uma parceria recentemente com a Sangue Frio Produções. Como vem sendo essa parceria e até onde uma assessoria de imprensa pode ser benéfica para uma banda no Brasil?

R.: Uma parceria honesta e verdadeira! Está sendo uma honra para nós termos a Sangue Frio Produções nos apoiando: são muito profissionais, atenciosos e prestativos. É sempre importante uma banda, dentro de suas possibilidades, ter uma aliança do tipo para poder ajudá-la a divulgar seus trabalhos em sua árdua jornada através da música underground.

Metal Malleus: E para 2017, podemos esperar um material novo para apresentar essa nova formação? Se sim, teriam algo mais nos planos do grupo para esse ano?

R.: Sim, de fato! Estamos na reta final, nos ajustes finais das músicas novas. Já temos material de linhas de guitarra gravados e daremos prosseguimento em breve nas gravações dos demais instrumentos. Em alguns meses, poderão vislumbrar o sétimo álbum de estúdio do Malkuth, necromânticos odes ao oculto!

Metal Malleus: Muito obrigado pela entrevista, desejo muito sucesso ao Malkuth. Deixo aqui um espaço para uma mensagem aos leitores do site e aos seguidores da banda:

R.: Nós agradecemos pelo espaço concedido ao Malkuth e desejamos que vocês, guerreiros das trevas, sempre prestigiem o Black Metal nacional com suas bandas batalhadoras: vão aos seus shows e adquiram seus materiais, pois vivemos num país onde a dificuldade é grande para se ter espaço para shows e manter tais bandas. A luta é longa, mais a vitória é certamente vindoura!

Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato
Sites relacionados:

Entrevista: Malkuth - Black Metal - Recife/Pernambuco Entrevista: Malkuth - Black Metal - Recife/Pernambuco Reviewed by Sangue Frio Produções on 16:53:00 Rating: 5

Nenhum comentário:

Imagens de tema por follow777. Tecnologia do Blogger.